
https://www.sites.univ-rennes2.fr/cabinet-livre-artiste/genres/affiche/a2-felipe-prando
“Efeito de museu sem museu” apresenta uma reflexão sobre a relação entre crítica institucional e contextos institucionais precários. Compreendida como uma prática que estabelece uma relação crítica entre discursos e práticas artísticas, curatoriais e instituições de arte, a crítica institucional que, desde os anos 1960, é praticada e debatida por artistas, curadores, críticos e historiadores europeus e norte-americanos, é contraposta à práticas artísticas e curatoriais latino-americanas realizadas em contextos nos quais a existência das instituições é incerta, ou nula, tal qual a do Museu da Gravura Cidade de Curitiba.


Felipe Prando é do interior do Paraná e atualmente mora em Curitiba. Realiza exposições de trabalhos artísticos desde 2005 já tendo exposto em várias cidades brasileiras, na Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Venezuela e Bélgica.
A curadora Daniela Labra pergunta ao artista “Qual a principal carência que você observa no meio da arte contemporânea brasileira?”
Prando pondera que no Brasil não existe um meio de arte contemporânea, e sim contextos variados do que se pode chamar de meio de arte contemporânea. “Pensar desse modo é algo que me interessa muito porque é um ponto de partida de elaboração dos meus trabalhos.”
Felipe Prando menciona uma curiosidade sua, relacionada à sua pesquisa, sobre “precariedade museológica”. Ele exemplifica essa escassez com uma casa em que funciona um museu, cujos espaços expositivos são transformados em “cubo branco” pelos artistas e pela própria instituição em si.
